15/08/2013

OK Estudante coloca alunos em universidades do Reino Unido


"God save the Queen", chá das cinco e um clube de futebol em cada esquina. Os estereótipos culturais do Reino Unido estão bem espalhados pelo mundo e viver em "terras de sua majestade" continua a ser uma experiência desejada por muitos. A OK Estudante propõe-se a ajudar alunos universitários a conseguir. 
Fundada em 2008, por uma série de pessoas que tinham ou trabalhado ou estudado no estrangeiro, a empresa surgiu "para providenciar a outros uma oportunidade" que lhes mude a vida, explica ao Quero Estudar Melhor um dos responsáveis pela OK Estudante, Guilherme Alexandre.  
"Ajudamos estudantes portugueses a ir para o ensino superior no Reino Unido. Ao aluno basta registar-se connosco que nós tratamos de todos os passos, desde a candidatura até ao ingresso na faculdade. Depois, acompanhamos o aluno em todos os momentos da sua estadia, como encontrar casa ou emprego em part-time para suportar os custos". 
A OK Estudante recebe estudantes de qualquer área de ensino, de licenciatura, mestrado ou doutoramento, tendo possibilidade de os colocar em qualquer instituição de ensino do Reino Unido, sendo mesmo possível, em "condições muito específicas" e "no caso de um aluno exepcional", realça Guilherme Alexandre, colocá-los em locais tão reputados como Cambridge ou Oxford.  O staff da empresa analisa o perfil dos alunos para ver as suas notas e os gostos, de modo a adequar as competências ao local mais indicado para aquilo que ele pretende. 
Investimento de risco zero  
Guilherme Alexandre afirma que as razões pelas quais os alunos e pais mais procuram a OK Estudante prendem-se, acima de tudo, com a garantia de um ensino superior com reconhecimento mundial, como escapatória à situação económica portuguesa e do ensino universitário em portugal, ou simplesmente pela oferta de cursos especializados que aqui não existem. 
Outro dado a realçar é que a empresa garante que a totalidade das propinas é financiada pelo governo britânico, e que o aluno só tem que começar a pagar o valor, em prestações, quando estiver a ganhar mais de 21 mil libras no mercado de trabalho. "Se não se trabalhar, não se paga. É um investimento de risco zero", defende Guilherme Alexandre. Por estes serviços e o acompanhento dado aos estudantes, a OK Estudante cobra um valor entre os 500 e os 600 euros. 
O crescimento no número de estudantes que procura este serviço tem sido gradual, partindo das poucas dezenas, para os cerca de 200 que, este ano, querem ir para o Reino Unido. "Temos tido um ótimo feedback. Muitos alunos já reconheceram que fomos um óptima ponte. Temos subido, não há melhor indicador", diz o responsável. 
Quanto a objetivos futuros, o plano passa por continuar a alargar este serviço para estudantes estrangeiros que já representam aproximadamente 30% dos estudantes, vindos sobretudo de Angola e do Brasil.